No tratamento cirúrgico da hérnia de disco cervical, a via de acesso anterior deve ser feita à
- esquerda, para evitar a lesão do nervo vago.
- direita, para evitar a lesão do nervo vago.
- esquerda, para evitar a lesão do nervo laríngeo recorrente.
- direita, para evitar a lesão do nervo laríngeo recorrente.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Ao escolher o lado de uma via anterior cervical, os autores do resumo preferem a esquerda pelo trajeto mais previsível do nervo laríngeo recorrente. Essa é a associação cobrada, preservada como resposta bibliográfica C, sem gabarito oficial registrado.
O acesso passa superficialmente entre o esternocleidomastóideo e os infra-hióideos e, em profundidade, entre a bainha carotídea lateral e a traqueia com o esôfago mediais. O risco vocal precisa ser lembrado porque a lesão do recorrente pode produzir disfonia e paralisia de corda vocal (Rockwood, 10ª ed., cap. 48, “A via anterior de Smith-Robinson” e “As complicações da via anterior”).
Preferência anatômica não significa proteção absoluta. O mesmo resumo cita uma série de 418 pacientes em que o lado não mudou a incidência de lesão do recorrente. Portanto, a alternativa deve ser entendida como a justificativa anatômica da preferência, e não como prova de que operar à direita sempre lesa o nervo ou que a esquerda elimina o risco.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo