Na espondilolistese, segundo BOXALL, o fator preditivo de progressão do escorregamento mais significativo é o ângulo de deslizamento maior que
- 25 graus.
- 35 graus.
- 45 graus.
- 55 graus.
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Conceito-chave
Espondilolistese e os preditores de progressão (Boxall). A espondilolistese é o escorregamento de uma vértebra sobre a de baixo, quase sempre L5 sobre S1 no adolescente. Os tipos mais comuns nessa idade são o ístmico (lise da pars interarticularis) e o displásico (anomalia congênita das facetas e do sacro).
Duas medidas que descrevem o escorregamento.
- Porcentagem de escorregamento (Meyerding): quanto o corpo de L5 se desloca anteriormente em relação à largura do platô de S1. Graus I (até 25%) a IV (até 100%); acima de 100% é espondiloptose.
- Ângulo de deslizamento (slip angle): mede a cifose lombossacra, formada entre o platô inferior de L5 e a perpendicular à borda posterior do sacro. Expressa o componente rotacional (L5 "rolando" sobre a cúpula do sacro).
O estudo de Boxall. Boxall, Bradford, Winter e Moe (1979) analisaram crianças e adolescentes com escorregamento grave e observaram que o ângulo de deslizamento era o melhor preditor de progressão, inclusive após artrodese in situ. Ângulo acima de 55 graus associou-se a maior risco de piora. A lógica mecânica é que a cifose lombossacra transforma a carga axial em força de cisalhamento anterior, empurrando L5 para frente.
Outros fatores de risco de progressão.
- Tipo displásico.
- Escorregamento maior que 50% e paciente imaturo (antes ou durante o estirão).
- Sexo feminino.
- Sacro arredondado (cúpula) e L5 trapezoidal.
Implicação prática. Ângulo de deslizamento elevado pesa a favor de artrodese mais extensa (L4 a S1), com ou sem redução, e de fixação instrumentada.
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