Na escoliose idiopática, a órtese está indicada
- somente durante o dia.
- em curva de 45 graus.
- se o sinal de RISSER for de no máximo 3.
- se a cartilagem trirradiada estiver fechada.
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Conceito-chave
Colete na escoliose idiopática do adolescente. O colete não corrige a curva de forma permanente; seu objetivo é impedir a progressão durante o crescimento, mantendo a curva abaixo do limiar cirúrgico ao final da maturidade. Por isso, só faz sentido em pacientes com crescimento remanescente e curvas moderadas.
Indicações clássicas.
- Curva de 25 a 40 graus (ou 20 a 25 graus com progressão documentada de 5 graus ou mais).
- Esqueleto imaturo: Risser 0 a 2 (alguns aceitam até 3), cartilagem trirradiada aberta ou recém-fechada, menos de 1 ano da menarca, Sanders até 3 ou 4.
Uso. De 16 a 23 horas por dia, até a maturidade. O estudo BrAIST (Weinstein e colaboradores) mostrou que o colete reduz significativamente a progressão até o limiar cirúrgico, com relação dose-resposta: quanto mais horas de uso, maior o benefício. Coletes noturnos (Charleston, Providence) são opções para curvas lombares ou toracolombares menores.
Quando o colete não está indicado.
| Situação | Conduta |
|---|---|
| Curva menor que 20 a 25 graus | Observação com radiografias seriadas |
| Curva de 45 graus ou mais | Cirurgia (artrodese), o colete não controla |
| Esqueleto maduro (Risser 4 e 5, trirradiada fechada há tempo) | Sem indicação; curvas abaixo de 40 a 45 graus tendem a ficar estáveis |
| Curvas torácicas com hipercifose ou neuromusculares graves | Considerações específicas |
Tipos. O colete toracolombossacral (Boston, de uso diurno e noturno) é o mais usado; o de Milwaukee (com componente cervical) é indicado para curvas torácicas altas.
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