Na hérnia de disco lombar, o bom resultado após infiltração epidural de corticóide está relacionado à presença prévia de
- dor ciática subaguda ou crônica.
- alterações motoras.
- alterações de reflexos.
- mielografia positiva.
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Conceito-chave
Infiltração epidural de corticoide na hérnia de disco lombar. A dor ciática da hérnia de disco não é só compressão mecânica: o núcleo pulposo exposto provoca inflamação química da raiz (fosfolipase A2, TNF-alfa, interleucinas), com edema e sensibilização. O corticoide epidural age sobre esse componente inflamatório.
Quem se beneficia mais.
- Dor radicular (ciática), predominante sobre a dor lombar.
- Fase subaguda ou crônica inicial (após algumas semanas), sem melhora com tratamento oral e fisioterapia.
- Sem déficit neurológico progressivo.
Carette e colaboradores mostraram, em ensaio randomizado, alívio da dor e da função a curto prazo (semanas), sem reduzir a necessidade de cirurgia a longo prazo. Desde então, a infiltração é usada como ponte para a melhora natural, que ocorre na maioria dos pacientes.
Quando não confiar na infiltração.
| Achado | Implicação |
|---|---|
| Déficit motor importante ou progressivo | Avaliação cirúrgica; o corticoide não recupera a função motora |
| Síndrome da cauda equina | Cirurgia de urgência |
| Alterações de reflexos isoladas | Indicam compressão, mas não predizem resposta à infiltração |
| Exame de imagem positivo (mielografia, ressonância) | Confirma a hérnia, mas não prediz resposta |
Vias. Interlaminar, caudal ou transforaminal (mais seletiva, coloca o corticoide junto à raiz). Complicações raras, mas graves na via transforaminal cervical e torácica (embolia de partículas). No lombar, preferem-se corticoides não particulados.
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