Na escoliose idiopática infantil, o método desenvolvido por MEHTA para avaliar o potencial de progressão é por meio da diferença na mensuração do ângulo entre
- arcos costais e vértebra.
- pedículos e processo espinhoso.
- vértebra superior e vértebra apical.
- vértebra apical e vértebra neutra inferior.
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Conceito-chave
A escoliose idiopática infantil aparece antes dos 3 anos e tem um comportamento curioso: boa parte das curvas desaparece sozinha. A outra parte progride de forma agressiva e precisa de tratamento cedo, com gessos seriados. Separar uma da outra já na primeira radiografia é o problema que Min Mehta resolveu em 1972, olhando para as costelas.
O método é feito na vértebra apical, a mais desviada da curva. De cada lado, mede-se o ângulo costovertebral: o ângulo entre uma linha perpendicular ao platô da vértebra e uma linha ao longo do colo e da cabeça da costela. Em seguida, subtrai-se o ângulo do lado convexo do ângulo do lado côncavo. Essa diferença (a sigla em inglês é RVAD) reflete a rotação da vértebra e o quanto as costelas do lado convexo estão "caídas". Uma diferença acima de 20 graus indica alto risco de progressão; abaixo disso, a chance de a curva regredir é grande.
Mehta descreveu ainda a fase da costela. Na fase 1, a cabeça da costela do lado convexo não se sobrepõe ao corpo vertebral na radiografia. Na fase 2, ela se sobrepõe, sinal de rotação acentuada, e a progressão é praticamente certa, qualquer que seja o valor da diferença.
Outras medidas da escoliose usam referências diferentes: o ângulo de Cobb usa as vértebras terminais da curva (as mais inclinadas nas pontas), e a rotação vertebral pode ser graduada pela posição dos pedículos, pelo método de Nash e Moe. Nenhuma delas é o método de Mehta.
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