Na criança, a SCIWORA ocorre pelo mecanismo de
- compressão.
- cisalhamento.
- flexão e rotação.
- flexão e distração.
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Conceito-chave
SCIWORA é a lesão da medula que acontece sem que a radiografia ou a tomografia mostrem fratura ou desalinhamento. A criança tem um déficit neurológico real, mas a coluna, na imagem, parece normal.
Isso só é possível porque a coluna da criança pequena é muito mais elástica que a medula que ela protege. Os ligamentos são frouxos, as facetas articulares são quase horizontais e deslizam com facilidade, a musculatura do pescoço é fraca e a cabeça é grande e pesada. Experimentos clássicos mostraram que a coluna infantil pode se alongar alguns centímetros sem romper, enquanto a medula se rompe com poucos milímetros de estiramento.
O mecanismo cobrado é a flexão com distração: no trauma, a coluna dobra e se alonga além do que a medula suporta e depois volta sozinha para o lugar. Quando a imagem é feita, tudo está alinhado. Outros mecanismos também foram descritos, como a hiperextensão, a flexão lateral e a isquemia, mas o modelo central é esse.
A SCIWORA é mais comum na coluna cervical e em crianças com menos de 8 anos. Um detalhe clínico importante: o déficit pode aparecer de forma tardia, horas ou até alguns dias depois do trauma. Por isso, mesmo a criança que chega bem depois de um trauma significativo merece atenção, e a conduta inclui ressonância, imobilização e seguimento.
As outras forças costumam deixar marca visível. A compressão pura quebra o corpo vertebral. O cisalhamento e a flexão com rotação produzem desalinhamentos e luxações facetárias que aparecem na imagem, o que tira essas lesões da definição.
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