Na escoliose idiopática do adolescente, o fator relacionado a sua progressão é
- o sexo masculino.
- a curva simples.
- a curva torácica.
- o sinal de RISSER II.
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Conceito-chave
Nem toda escoliose idiopática do adolescente vai piorar. A pergunta que guia o tratamento é: qual curva tem mais chance de progredir até precisar de colete ou de cirurgia? A resposta veio de estudos como o de Lonstein e Carlson, que acompanharam centenas de curvas não tratadas durante o crescimento.
O fator mais importante é o crescimento que ainda falta. Quanto mais imaturo o esqueleto, maior o risco: meninas antes da menarca, sinal de Risser 0 ou 1 (pouca ossificação da crista ilíaca), cartilagem trirradiada do acetábulo ainda aberta e, principalmente, a fase do pico de velocidade de crescimento. Um Risser II já indica um esqueleto mais maduro e, portanto, menos tempo para piorar.
O segundo fator é o tamanho da curva: quanto maior o Cobb no diagnóstico, maior a chance de progressão. Os dois fatores se combinam: uma curva de 25 graus em Risser 0 é muito mais preocupante que a mesma curva em Risser 3.
O terceiro é o padrão da curva. As curvas torácicas e as duplas progridem mais que as lombares e as simples. A coluna torácica é presa às costelas e, quando a curva começa a rodar, o próprio formato do tórax tende a perpetuar a deformidade.
Por fim, o sexo feminino. As curvas pequenas aparecem com frequência parecida em meninos e meninas, mas as curvas que progridem e chegam a precisar de tratamento são muito mais frequentes nas meninas.
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