Na espondilolistese ístmica do adulto, é considerado tratamento efetivo
- a manipulação da coluna vertebral.
- o uso de colete por tempo prolongado.
- o exercício para a musculatura estabilizadora do tronco.
- o repouso prolongado e o uso de anti-inflamatórios não hormonais.
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Conceito-chave
Muitos adultos convivem com uma espondilolistese ístmica, quase sempre em L5-S1, sem saber que a têm. Ela começou na infância ou na adolescência, com uma falha por estresse na pars interarticularis, e muitas vezes passa a vida sem sintomas. Quando dói, a queixa costuma ser uma dor lombar mecânica, que piora com esforço e com a extensão do tronco, às vezes com dor irradiada pela raiz de L5, comprimida no forame.
O tratamento começa sem cirurgia, e o pilar é o exercício para a musculatura estabilizadora do tronco. A ideia é que os músculos profundos do abdome e das costas (transverso do abdome, multífido e os demais estabilizadores) funcionem como um colete interno, controlando o movimento do segmento que escorregou e diminuindo a sobrecarga nas estruturas dolorosas. É a medida conservadora com melhor evidência de benefício nesse quadro. Analgésicos e anti-inflamatórios entram por períodos curtos, para permitir o exercício.
Algumas medidas parecem lógicas, mas não ajudam ou atrapalham. O repouso prolongado enfraquece justamente a musculatura que deveria proteger a coluna e piora a dor crônica. O colete por muito tempo faz o mesmo: tira o trabalho dos músculos e leva à atrofia, sem tratar a causa. E a manipulação vertebral não é recomendada num segmento instável que já escorregou.
A cirurgia, com artrodese, associada ou não à descompressão da raiz, fica para a dor que não melhora após um tratamento conservador bem feito, para o déficit neurológico ou para a progressão do escorregamento.
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