A SCIWORA é mais frequente em
- crianças, na coluna cervical.
- crianças, na coluna lombar.
- adolescentes, na coluna cervical.
- adolescentes, na coluna lombar.
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Conceito-chave
A SCIWORA, lesão medular sem anormalidade radiográfica, tem um perfil epidemiológico bem definido: é uma lesão de crianças, sobretudo abaixo dos 8 anos, e da coluna cervical, que concentra a grande maioria dos casos nas séries publicadas.
Os dois dados têm a mesma explicação. A coluna cervical da criança pequena é muito móvel e pouco protegida: ligamentos e cápsulas frouxos, facetas articulares quase horizontais (que deslizam com facilidade), processos uncinados ainda pouco formados, musculatura fraca e uma cabeça desproporcionalmente grande. O ponto de maior movimento do pescoço, nessa idade, fica alto, entre C2 e C3. No trauma, a coluna se desloca muito e volta para o lugar; a medula, que não tem a mesma elasticidade, se lesa no caminho. Nas crianças pequenas, essas lesões tendem a ser mais altas e mais graves, inclusive completas.
No adolescente, a coluna já se parece com a do adulto. As lesões medulares passam a vir, na maioria, acompanhadas de fratura ou luxação visível, e quando acontece uma SCIWORA ela tende a ser cervical baixa e mais leve. A coluna lombar é a localização menos frequente em qualquer idade.
A conduta inclui a ressonância, imobilização por cerca de 12 semanas e afastamento de esportes de contato, além da vigilância para déficits que aparecem horas ou dias depois do trauma e para novas lesões durante a recuperação.
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