O quadro de SCIWORA corresponde a uma condição em que o paciente apresenta
- radiografia simples sem alterações e Frankel C.
- radiografia simples sem alterações e Frankel E.
- ressonância magnética sempre com alterações e Frankel C.
- ressonância magnética sempre com alterações e Frankel E.
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Conceito-chave
SCIWORA é a sigla em inglês para lesão medular sem anormalidade radiográfica. A definição tem duas partes, e as duas precisam estar presentes: os exames radiográficos (radiografia e tomografia) não mostram fratura nem desalinhamento, e mesmo assim o paciente tem um déficit neurológico causado pelo trauma. É uma condição típica de crianças pequenas, cuja coluna elástica se desloca no trauma e volta ao lugar, deixando a medula lesada.
A segunda parte já elimina metade das alternativas. Para graduar o déficit, a questão usa a escala de Frankel, a antecessora da escala da ASIA: A é a lesão completa; B, só sensibilidade preservada abaixo da lesão; C, alguma força preservada, mas inútil para a função; D, força útil, que permite, por exemplo, andar com ou sem apoio; e E, função neurológica normal. Um paciente Frankel E não tem lesão medular, então não pode ter SCIWORA. Frankel C, com déficit importante, é compatível.
E a ressonância? Ela mostra alguma alteração na maioria dos casos: edema ou sangramento dentro da medula, lesão de ligamentos ou de disco. Mas pode ser normal, e por isso a palavra "sempre" torna as alternativas erradas. Alguns autores chamam de SCIWONA (sem anormalidade na neuroimagem) os casos em que até a ressonância é normal, e esses têm o melhor prognóstico. Já a hemorragia medular e a lesão completa indicam prognóstico ruim.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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