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Questão de Lesão medular e síndromes medulares (ENARE R4 Ortopedia 2024)

ColunaLesão medular e síndromes medularesENARE R4 Ortopedia 2024

Paciente do sexo feminino, 22 anos de idade, sofreu fratura da coluna lombar, com lesão da medula espinhal, em decorrência de acidente com veículo auto motor. Ao exame, apresentava a função sensorial preservada, mas não a motora, que estava abaixo do nível neurológico (o primeiro nível normal acima do nível da lesão) e alguma sensibilidade estava preservada nos segmentos sacrais S4 e S5. Segundo a escala de deficiência da Associação Americana de Lesões Espinhais (ASIA), essa paciente teve uma lesão de

  1. grau A.
  2. grau B.
  3. grau C.
  4. grau D.
  5. grau E.
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Gabarito: B · grau B.

Conceito-chave

A paciente não move os segmentos abaixo da lesão, mas ainda sente a região sacral S4–S5. Essa pequena área é decisiva: a preservação sensitiva sacral torna a lesão incompleta, mesmo quando o déficit motor é extenso. A ausência de movimento, sozinha, não autoriza chamá-la de ASIA A.

Na escala de deficiência da Associação Americana de Lesões Espinhais, a separação inicial é entre lesão completa e incompleta. Depois se distingue preservação apenas sensitiva da preservação motora. O quadro descrito reúne sensibilidade, inclusive sacral, sem função motora abaixo do nível, compatível com ASIA B (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 49, “Preservação sacral e a escala da ASIA”).

Se existisse função motora abaixo do nível, seria necessário examinar os músculos-chave para distinguir C de D: em C, mais da metade tem força menor que 3; em D, pelo menos metade tem força 3 ou mais. Grau 3 significa vencer a gravidade, sem resistência adicional. Essa comparação não é necessária para escolher B neste caso, pois o enunciado já nega função motora abaixo da lesão.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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