Paciente do sexo feminino, 22 anos de idade, sofreu fratura da coluna lombar, com lesão da medula espinhal, em decorrência de acidente com veículo auto motor. Ao exame, apresentava a função sensorial preservada, mas não a motora, que estava abaixo do nível neurológico (o primeiro nível normal acima do nível da lesão) e alguma sensibilidade estava preservada nos segmentos sacrais S4 e S5. Segundo a escala de deficiência da Associação Americana de Lesões Espinhais (ASIA), essa paciente teve uma lesão de
- grau A.
- grau B.
- grau C.
- grau D.
- grau E.
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Conceito-chave
A paciente não move os segmentos abaixo da lesão, mas ainda sente a região sacral S4–S5. Essa pequena área é decisiva: a preservação sensitiva sacral torna a lesão incompleta, mesmo quando o déficit motor é extenso. A ausência de movimento, sozinha, não autoriza chamá-la de ASIA A.
Na escala de deficiência da Associação Americana de Lesões Espinhais, a separação inicial é entre lesão completa e incompleta. Depois se distingue preservação apenas sensitiva da preservação motora. O quadro descrito reúne sensibilidade, inclusive sacral, sem função motora abaixo do nível, compatível com ASIA B (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 49, “Preservação sacral e a escala da ASIA”).
Se existisse função motora abaixo do nível, seria necessário examinar os músculos-chave para distinguir C de D: em C, mais da metade tem força menor que 3; em D, pelo menos metade tem força 3 ou mais. Grau 3 significa vencer a gravidade, sem resistência adicional. Essa comparação não é necessária para escolher B neste caso, pois o enunciado já nega função motora abaixo da lesão.
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