A tuberculose pulmonar possui uma prevalência alta em nosso meio e consequentemente a tuberculose osteoarticular. Em relação à tuberculose osteoarticular, é correto afirmar que
- a tuberculose articular é geralmente poliarticular, sendo o joelho e o quadril as articulações mais afetadas.
- a Mycobacterium tuberculosis possui enzimas proteolíticas, o que acarreta redução do espaço articular desde o início da infecção.
- a coluna vertebral é o local mais comumente envolvido, e os próximos, em ordem de frequência, são as articulações do joelho, do quadril, do punho, do tornozelo e a sacroilíaca.
- a formação do pannus que recobre a cartilagem articular hialina é lenta e eventualmente destrói a superfície articular de forma mais extensa no centro da articulação.
- a osteomielite tuberculosa afeta mais comumente a epífise ou a metáfise. Ao contrário de outras infecções ósseas, a placa fisária tem pouca ação para impedir a propagação da infecção.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A tuberculose osteoarticular quase sempre vem de um foco pulmonar, às vezes antigo e silencioso, de onde o bacilo chega ao osso pelo sangue. O que a banca quer saber é o que torna essa infecção tão diferente da infecção por bactérias comuns, como o estafilococo.
A primeira diferença é o ritmo. O bacilo da tuberculose cresce devagar e não produz as enzimas proteolíticas que as bactérias piogênicas usam para digerir tecido. Por isso, numa articulação, a cartilagem é destruída tarde, e o espaço articular fica preservado por muito tempo. O que destrói a articulação é o pannus, um tecido inflamatório que cresce a partir da sinovial e avança pelas margens da cartilagem, poupando o centro, que fica apoiado no osso. Na radiografia, isso aparece como a tríade de Phemister: osteoporose em volta da articulação, erosões nas bordas e redução lenta do espaço. Na infecção piogênica é o contrário: as enzimas destroem a cartilagem rápido, começando pelo centro de carga.
A segunda diferença é anatômica. Nos ossos longos da criança, a placa de crescimento (fise) funciona como uma barreira relativa contra a osteomielite piogênica, que fica na metáfise. A tuberculose ignora essa barreira: costuma afetar a epífise ou a metáfise e atravessa a fise com facilidade, chegando à articulação.
Sobre a distribuição: a coluna é o local mais comum, com cerca de metade dos casos, seguida pelo quadril e pelo joelho. A forma articular é tipicamente monoarticular.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo