Segundo a classificação de MARCHETTI e BARTOLOZZI, a espondilolistese considerada uma lesão adquirida é
- traumática.
- alto grau displásico.
- baixo grau displásico.
- alongamento da pars interarticularis.
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Conceito-chave
A classificação de Wiltse, a mais antiga e mais conhecida, separa a espondilolistese por causa (displásica, ístmica, degenerativa, traumática, patológica). Marchetti e Bartolozzi propuseram outra lógica, pensando em prognóstico e tratamento: a primeira pergunta é se a coluna já nasceu com um defeito ou se era normal e sofreu uma agressão.
O grupo desenvolvimental reúne os casos em que há uma displasia de base, ou seja, a coluna lombossacra se formou mal. Ele se divide em alto grau displásico e baixo grau displásico, conforme a intensidade da displasia (sacro arredondado no topo, L5 em forma de trapézio, arco posterior malformado). Dentro de cada um, o defeito pode aparecer como uma lise ou como um alongamento da pars. Os casos de alto grau displásico são os que mais tendem a progredir.
O grupo adquirido reúne as colunas que eram normais e foram lesadas depois: a forma traumática (por fratura aguda ou por fratura de estresse da pars), a pós-cirúrgica (depois de uma descompressão que tirou estabilidade, por exemplo), a patológica (doença óssea local ou sistêmica) e a degenerativa.
Uma diferença interessante em relação a Wiltse: a lise ístmica, que em Wiltse é um tipo só, aqui pode cair em grupos diferentes. Se ela acontece numa coluna displásica, é desenvolvimental; se é uma fratura de estresse numa coluna normal, é adquirida, do tipo traumático.
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