Na espondilolistese tipo II de WILTSE há o envolvimento do istmo, porção do arco neural que conecta
- a faceta articular superior e inferior à lâmina e ao processo espinhoso.
- o pedículo e o processo transverso à faceta articular superior e à lâmina.
- o pedículo e a faceta articular superior à lâmina e à faceta articular inferior.
- o processo transverso e o corpo vertebral ao processo espinhoso e ao pedículo.
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Conceito-chave
Para entender a espondilólise, vale montar mentalmente uma vértebra lombar vista de trás. Do corpo vertebral saem para trás os dois pedículos, como pilares. Atrás dos pedículos fica o arco, que fecha o canal: dos dois lados, ele tem uma faceta articular superior (que se encaixa na vértebra de cima) e uma inferior (que se encaixa na de baixo), e as duas lâminas se unem no meio para formar o processo espinhoso.
O istmo, ou pars interarticularis, é a ponte de osso entre a faceta articular superior e a inferior de cada lado. Ele faz a ligação das facetas com a lâmina e, por ela, com o processo espinhoso. É uma faixa estreita, que recebe uma concentração enorme de esforço quando a coluna se estende e roda.
Na radiografia oblíqua da coluna lombar, a vértebra forma a famosa figura do cachorrinho de Lachapelle: o processo transverso é o focinho, o pedículo é o olho, a faceta superior é a orelha, a faceta inferior é a pata da frente, e o istmo é o pescoço. Quando há espondilólise, o cachorrinho aparece com uma coleira.
A lise do istmo é, na maioria das vezes, uma fratura por estresse, causada por hiperextensão repetida (ginástica, balé, vôlei, levantamento de peso) e mais comum em L5. Na classificação de Wiltse, a espondilolistese ístmica é o tipo II, com três subtipos: IIA, a lise por fadiga, a mais comum; IIB, a pars alongada mas inteira, por microfraturas que consolidaram; e IIC, a fratura aguda da pars.
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