É achado clínico na espondilolistese grave do adolescente:
- aumento da retroversão pélvica
- alongamento dos isquiotibiais
- extensão do quadril
- pé calcâneo
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Conceito-chave
Na espondilolistese de alto grau do adolescente, L5 escorregou muito sobre o sacro (grau III de Meyerding ou mais, ou seja, mais da metade do corpo vertebral). Quase sempre é a forma ístmica ou a displásica em L5-S1. E quanto mais L5 escorrega, mais ela também tomba para a frente sobre o topo arredondado do sacro, criando uma cifose lombossacra. O corpo inteiro passa a pender para a frente.
Para não cair para a frente, o adolescente precisa reequilibrar o tronco, e a principal manobra é girar a pelve para trás: a retroversão pélvica. O sacro fica vertical, as nádegas parecem achatadas, e os parâmetros pélvicos mostram uma versão pélvica aumentada e uma inclinação sacral menor. Essa compensação tem limite, e a seguir vêm os quadris e os joelhos fletidos, numa marcha agachada, com passos curtos.
Os isquiotibiais ficam encurtados, tensos, e muitas vezes é isso que traz o adolescente ao consultório: ele não consegue encostar as mãos no chão e anda de um jeito estranho, com o teste de elevação da perna estendida muito limitado. O tronco parece curto, pode aparecer uma prega transversal na barriga, e ao palpar a coluna sente-se um degrau entre os processos espinhosos de L4 e L5.
O pé calcâneo (pé em dorsiflexão permanente) não faz parte do quadro, embora a raiz L5 possa ser comprimida e causar dor ou fraqueza.
A espondilolistese de alto grau sintomática no adolescente é de tratamento cirúrgico, com artrodese de L4 ou L5 até S1, com ou sem redução do escorregamento.
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