No exame físico da coluna, o déficit do músculo glúteo médio está associado à lesão da raiz
- L3.
- L4.
- L5.
- S1.
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Conceito-chave
O glúteo médio é o músculo que segura a pelve quando a gente apoia o peso numa perna só. A cada passo, quando um pé sai do chão, o glúteo médio do lado que ficou apoiado contrai e impede que o quadril do lado oposto caia. Se ele está fraco, a pelve despenca para o lado sem apoio, e a pessoa compensa jogando o tronco para o lado fraco. Esse é o sinal de Trendelenburg, e a marcha que resulta é a marcha em báscula.
O glúteo médio é inervado pelo nervo glúteo superior, que recebe fibras de L4, L5 e S1, com predomínio de L5. Por isso, uma radiculopatia de L5 pode dar fraqueza para abduzir o quadril e um Trendelenburg discreto, e não apenas o famoso pé caído.
Isso tem uma utilidade clínica muito prática. Um paciente que chega com pé caído pode ter uma compressão da raiz L5 na coluna ou uma lesão do nervo fibular comum no joelho (por exemplo, por cruzar as pernas por muito tempo ou por um gesso apertado). Nos dois casos, a dorsiflexão do tornozelo e a extensão do hálux ficam fracas. A diferença está nos músculos que não dependem do nervo fibular: o glúteo médio (glúteo superior) e o tibial posterior, responsável pela inversão (nervo tibial). Se a abdução do quadril e a inversão do pé também estão fracas, a lesão é da raiz L5, porque só ela está em comum a todos esses músculos.
Para lembrar os vizinhos: L3 e L4 movem o quadríceps e dão o reflexo patelar; S1 move o tríceps sural e o glúteo máximo e dá o reflexo aquileu.
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