Na SCIWORA (Spinal Cord Injury without Radiographic Abnormality), o déficit neurológico é mais comum na
- Coluna cervical.
- Coluna torácica.
- Transição toracolombar.
- Coluna lombar.
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Conceito-chave
A sigla SCIWORA vem do inglês e quer dizer lesão medular sem anormalidade radiográfica. É o quadro em que a criança tem um déficit neurológico depois de um trauma, mas a radiografia e a tomografia não mostram fratura nem desalinhamento. Foi descrita por Pang e Wilberger em 1982 e é quase exclusiva da infância, principalmente abaixo dos 8 anos.
A explicação está na diferença de elasticidade. A coluna da criança pequena é muito flexível: ligamentos e cápsulas frouxos, facetas mais horizontais, corpos vertebrais em forma de cunha, cabeça proporcionalmente grande e musculatura do pescoço fraca. No trauma, ela pode se deslocar ou se alongar bastante e voltar sozinha para o lugar. A medula não tem essa elasticidade e se lesa no caminho. Quando a imagem é feita, a coluna já está alinhada.
Quanto à localização, as grandes séries pediátricas mostram predomínio da coluna cervical, em especial nas crianças menores, em que o fulcro de movimento do pescoço fica mais alto. Lesões torácicas existem, muitas vezes ligadas a traumas de alta energia, e tendem a ser mais graves, mas são menos frequentes. Por isso este gabarito, que marcou a coluna torácica, merece a ressalva do alerta.
Hoje a ressonância mostra alguma alteração (edema, sangramento na medula, lesão de ligamentos ou de disco) na maioria desses pacientes, e alguns autores reservam o termo para quando até a ressonância é normal. Dois cuidados práticos: o déficit pode aparecer de forma tardia, horas ou dias depois do trauma, e a conduta inclui imobilização por cerca de 12 semanas e afastamento de esportes de contato.
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