A ramificação do ramo dorsal responsável pela inervação das facetas articulares, alvo do bloqueio com finalidade diagnóstica ou terapêutica na dor lombar facetaria é o:
- Lateral.
- Medial.
- Sinuverterbral.
- Intermediário.
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Conceito-chave
As articulações facetárias, pequenas articulações entre os arcos posteriores das vértebras, são uma fonte real de dor lombar crônica, principalmente em pessoas mais velhas. É uma dor que costuma piorar com a extensão e a rotação do tronco e que não segue o trajeto de uma raiz. O problema é que nem o exame físico nem a imagem conseguem provar que a dor vem dali. Por isso o diagnóstico é feito bloqueando o nervo da faceta e vendo se a dor some.
Para saber que nervo bloquear, é preciso acompanhar o nervo espinhal. Logo depois de sair do forame, ele se divide em um ramo ventral, grande, que vai formar os plexos e os nervos das pernas, e um ramo dorsal, que volta para trás. O ramo dorsal, por sua vez, se divide em três: lateral, que vai para o músculo iliocostal e para a pele; intermediário, para o longuíssimo; e medial, que inerva a articulação facetária e o músculo multífido.
O ramo medial passa por um ponto constante, no encontro do processo transverso com o processo articular superior, sob um pequeno ligamento (o mamiloacessório). É ali que a agulha é posicionada. Cada faceta recebe ramos de dois níveis, o do seu nível e o do nível de cima, por isso o bloqueio é feito em dois ramos por articulação. Como um único bloqueio dá muitos falsos positivos, costuma-se exigir dois bloqueios com resposta antes de partir para o tratamento, que é a denervação por radiofrequência do ramo medial.
Não confundir com o nervo sinuvertebral, que nasce perto do ramo ventral, volta para dentro do canal e inerva a parte posterior do disco e o ligamento longitudinal posterior. Ele é o nervo da dor discogênica.
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