Na escoliose idiopática infantil, é frequente
- o acometimento do sexo feminino.
- a curva torácica direita.
- a progressão da deformidade.
- a associação com malformações cardíacas.
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Conceito-chave
A escoliose idiopática é dividida pela idade em que aparece, e cada faixa tem personalidade própria. A infantil começa antes dos 3 anos, a juvenil entre 3 e 10, e a do adolescente, a mais comum, a partir dos 10.
A infantil é quase o espelho da do adolescente. Predomina em meninos, e a curva típica é torácica à esquerda, enquanto no adolescente a regra é menina com curva torácica à direita. Ela aparece mais em bebês prematuros, com plagiocefalia ou displasia do quadril, e já se suspeitou do hábito de dormir de bruços, o que fez alguns autores pensarem em um componente postural.
A grande peculiaridade é a evolução. Muitas curvas infantis regridem sozinhas. Outras, porém, progridem de forma agressiva, e é sobre esse grupo que a banca está falando quando coloca a progressão como característica marcante. Para separar uma da outra usa-se a medida de Mehta: diferença entre os ângulos costovertebrais do lado côncavo e do convexo acima de 20 graus, ou a costela convexa sobreposta ao corpo vertebral (fase 2), indicam alto risco.
Como curvas infantis de maior magnitude se associam a alterações do neuroeixo (malformação de Chiari, siringomielia, tumores), a ressonância é recomendada a partir de cerca de 20 graus. As curvas progressivas são tratadas com gessos seriados de Mehta, que, iniciados cedo, conseguem até corrigir a curva, seguidos de colete e, nas graves, de hastes de crescimento.
Malformações cardíacas não fazem parte da idiopática; elas sugerem escoliose congênita (vértebras malformadas) ou associada a síndromes.
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