O quadro clínico da espondilolistese degenerativa caracteriza-se por
- acometer principalmente o sexo masculino.
- apresentar claudicação neurogênica em mais da metade dos pacientes.
- apresentar envolvimento esfincteriano precoce.
- apresentar alívio da dor com a hiperextensão do tronco.
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Conceito-chave
Quem tem espondilolistese degenerativa raramente chega ao consultório reclamando de dor nas costas como queixa principal. A história típica é de uma senhora acima dos 60 anos que diz que não consegue mais andar distâncias que andava antes: depois de alguns minutos caminhando, as pernas pesam, doem ou formigam, e ela precisa parar e sentar. Sentada ou inclinada para a frente, melhora. No supermercado, apoiada no carrinho, consegue andar bem mais.
Esse é o quadro de claudicação neurogênica, e ele aparece em mais da metade dos pacientes sintomáticos. A explicação é mecânica: o escorregamento, quase sempre em L4-L5 e de pequeno grau, estreita o canal, porque o arco posterior está inteiro e acompanha o corpo vertebral. Quando a pessoa fica em pé e estende a coluna, o ligamento amarelo pregueia para dentro e o canal estreita ainda mais. Quando ela flete o tronco, o canal ganha espaço e as raízes respiram.
Por isso a hiperextensão piora os sintomas, e não alivia. Esse detalhe também ajuda a diferenciar da claudicação vascular, que melhora só de parar, sem precisar sentar ou fletir o tronco, e que vem com pulsos fracos.
Alterações esfincterianas são raras e tardias na estenose crônica. Quando aparecem de forma aguda, é preciso pensar em síndrome da cauda equina, uma emergência cirúrgica. O predomínio é feminino, várias vezes maior que o masculino.
O tratamento começa conservador. A cirurgia, com descompressão e geralmente artrodese, entra quando a claudicação limita a vida do paciente ou há déficit progressivo.
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