O uso das órteses do tipo OTLS, para o tratamento da escoliose idiopática do adolescente, é indicado em curvas com ápice inferior a
- T6.
- T5.
- T4.
- T3.
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Conceito-chave
O colete na escoliose idiopática do adolescente não endireita a coluna para sempre. Ele serve para segurar a curva enquanto o esqueleto ainda cresce, para que ela não chegue ao ponto de precisar de cirurgia. O grande estudo que provou isso, o BrAIST, mostrou ainda um efeito de dose: quanto mais horas por dia o colete é usado, menor a chance de progressão. A indicação clássica é uma curva entre 25 e 40 a 45 graus de Cobb num paciente com crescimento restante (Risser 0 a 2, antes ou logo depois da menarca).
Para funcionar, o colete precisa empurrar a coluna exatamente no ápice da curva, que é a vértebra mais desviada e rodada. E aí entra a questão: até onde um colete consegue alcançar?
O TLSO (sigla em inglês para órtese toracolombossacral; em português, OTLS) é o colete que começa embaixo das axilas, como o de Boston. Ele consegue aplicar força em curvas com ápice em T7 ou abaixo, ou seja, abaixo de T6: curvas torácicas baixas, toracolombares e lombares. Para curvas com ápice mais alto, a parte de cima do colete simplesmente não chega lá.
Para essas curvas altas existia o CTLSO, o colete de Milwaukee, que tem um anel no pescoço com apoio no queixo e no occipício. Funciona, mas é muito mal tolerado por adolescentes e hoje é pouco usado. Há ainda os coletes noturnos de hiperinclinação, como o Charleston e o Providence, usados principalmente em curvas lombares ou toracolombares únicas.
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