Na avaliação da maturidade óssea na escoliose idiopática, o fechamento da cartilagem trirradiada do acetábulo corresponde
- ao início da adolescência.
- à menarca.
- ao final do crescimento da coluna.
- ao pico da velocidade do crescimento.
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Conceito-chave
Na escoliose idiopática do adolescente, o maior perigo é o estirão. É durante o pico de velocidade de crescimento, aquele período de um ou dois anos em que o adolescente cresce muitos centímetros, que uma curva moderada pode virar cirúrgica. Por isso o ortopedista precisa saber em que ponto da adolescência o paciente está, e usa marcadores de maturidade para isso.
Um deles fica no quadril. O acetábulo, a cavidade onde se encaixa a cabeça do fêmur, é formado por três ossos (ílio, ísquio e púbis) unidos por uma cartilagem em forma de Y, a cartilagem trirradiada. Ela se fecha por volta do pico da velocidade de crescimento. Enquanto está aberta, há muito crescimento pela frente e o risco de progressão é alto; curvas acima de uns 30 graus com trirradiada aberta têm grande chance de chegar à faixa cirúrgica.
A ordem dos acontecimentos nas meninas ajuda a fixar: primeiro o pico de crescimento, com o fechamento da trirradiada logo ao redor dele; cerca de um ano depois vem a menarca, quando o crescimento já desacelera, em geral junto com o Risser 1 (o início da ossificação da apófise da crista ilíaca); e só no fim, com o Risser 4 e 5, a coluna para de crescer.
Hoje muitos serviços usam também a classificação de Sanders, feita na radiografia da mão, porque ela localiza o pico com mais precisão. O estágio 3 de Sanders corresponde ao pico.
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