Nas lesões do tipo SCIWORA, o prognóstico de recuperação da deficiência neurológica é relacionado
- à idade do paciente.
- ao mecanismo de trauma.
- ao estado neurológico inicial.
- às alterações na ressonância magnética.
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Conceito-chave
A família de uma criança com SCIWORA, a lesão medular sem alteração na radiografia, quer saber uma coisa: ela vai voltar a andar? A melhor resposta vem do exame neurológico feito logo na chegada.
Isso vale para toda lesão medular, e não só para a da criança. O que mais prediz a recuperação é o estado neurológico inicial: se havia alguma função preservada abaixo da lesão (lesão incompleta) ou nenhuma (lesão completa). Crianças que chegam com déficit leve e incompleto costumam se recuperar totalmente ou quase. As que chegam com lesão completa têm prognóstico muito reservado.
A ressonância ajuda a refinar essa previsão. Uma medula sem alteração de sinal costuma ir bem; edema isolado tem prognóstico intermediário; sangramento dentro da medula ou transecção indicam lesão grave. Mas a ressonância completa o exame clínico, não o substitui; a banca considera o estado neurológico inicial o fator determinante.
A idade e o mecanismo explicam por que a lesão aconteceu e onde, e as crianças menores tendem a ter lesões mais altas e mais graves. Ainda assim, entre duas crianças da mesma idade, o que separa quem vai melhorar de quem não vai é o quadro neurológico de entrada.
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