Na escoliose congênita, o defeito de formação que mais frequentemente é associado à piora da progressão da deformidade é a hemivértebra
- encarcerada.
- não segmentada.
- totalmente segmentada.
- parcialmente segmentada.
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Conceito-chave
A hemivértebra é meia vértebra: só um lado do corpo vertebral se formou. Ela funciona como uma cunha enfiada na coluna, e o lado em que ela está cresce mais do que o outro. O que decide se essa cunha vai entortar muito a coluna é uma pergunta simples: quanto ela cresce?
E o crescimento de uma vértebra depende das suas placas de crescimento, as cartilagens que ficam em cima e embaixo do corpo vertebral, separando-a das vizinhas por um disco. Daí a classificação pela segmentação, que é o grau de separação entre a hemivértebra e as vértebras ao lado.
A hemivértebra totalmente segmentada tem disco e placa de crescimento normais em cima e embaixo. Ela cresce com toda a força, e do lado dela a coluna ganha altura ano após ano. É a que mais progride. Quando há duas delas do mesmo lado, o risco é ainda maior.
A parcialmente segmentada está fundida à vizinha de um dos lados e tem uma placa a menos; cresce menos e progride menos. A não segmentada está fundida às duas vizinhas, sem placa livre, e quase não acrescenta deformidade. A encarcerada fica alojada entre vértebras vizinhas que se moldam em volta dela e compensam o seu formato, e costuma ter o melhor prognóstico.
Para completar o quadro de McMaster: a pior combinação de todas não é uma hemivértebra isolada, e sim uma barra unilateral (um lado que não se separou e não cresce) com uma hemivértebra do lado oposto (um lado que cresce demais). A coluna fica presa de um lado e empurrada do outro.
Como a progressão é previsível, o tratamento muitas vezes é precoce: ressecar a hemivértebra e fazer uma fusão curta antes que as curvas de compensação fiquem rígidas.
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