Na propedêutica da coluna vertebral, podemos afirmar que o sinal de HOFFMAN é um reflexo:
- Fisiológico e sua ausência sugere compressão medular.
- Fisiológico e sua presença sugere normalidade da medula espinhal.
- Patológico e sua presença sugere mielopatia em qualquer nível.
- Patológico e sua presença sugere mielopatia no nível ou acima de C5-C6.
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Conceito-chave
Segure o dedo médio do paciente e dê um peteleco na unha, fazendo a ponta do dedo fletir e soltar de repente. Na maioria das pessoas nada acontece. Se o polegar e o indicador dobram sozinhos, como se quisessem fazer uma pinça, o sinal de Hoffmann é positivo.
Esse movimento é um reflexo que normalmente fica abafado. A medula cervical e o cérebro mantêm um freio sobre os reflexos dos segmentos de baixo. Quando a medula é comprimida, esse freio se perde e reflexos que deveriam ficar quietos aparecem. Por isso o Hoffmann é considerado um reflexo patológico, um sinal de neurônio motor superior, que fala a favor de mielopatia. Uma pequena parcela de pessoas normais o tem, o que exige sempre olhar o conjunto do exame.
Agora a parte fina da questão. O circuito desse reflexo passa pelos segmentos da medula que comandam os flexores dos dedos, C8 e T1, que ficam mais ou menos na altura das vértebras C6 e C7. Um reflexo só fica liberado quando a lesão está acima do seu circuito, cortando o freio que vem de cima. Se a compressão estiver no próprio nível do circuito, ela estraga o circuito em vez de liberá-lo. Por isso o Hoffmann positivo sugere mielopatia em C5-C6 ou acima, e não em qualquer nível.
Ele faz parte de uma família de sinais de mielopatia cervical que vale conhecer: reflexos exaltados, clônus, Babinski, o dedo mínimo que escapa para fora quando a mão está estendida, a dificuldade de abrir e fechar a mão rápido, a marcha de base alargada e a perda de destreza para abotoar a camisa.
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