Na estenose de canal central os sintomas tipicamente
- respeitam dermátomo e pioram com caminhadas e coluna em extensão.
- não respeitam dermátomo e pioram com caminhadas e coluna em extensão.
- respeitam dermátomo e pioram com caminhadas e coluna em flexão.
- não respeitam dermátomo e pioram com caminhadas e coluna em flexão.
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Conceito-chave
Duas perguntas resolvem esta questão: quantas raízes estão apertadas, e o que acontece com o canal quando a coluna se move.
Na estenose central, o aperto está no meio do canal, sobre o saco dural, que carrega todas as raízes da cauda equina juntas. A compressão pega várias delas ao mesmo tempo, um pouco cada uma. O paciente não descreve uma faixa de dormência bem desenhada, como na hérnia que aperta uma raiz só. Ele fala de peso, cansaço, queimação nas coxas e nas pernas, muitas vezes nos dois lados. Os sintomas não respeitam um dermátomo.
E o movimento? Quando a coluna lombar se estende, o ligamento amarelo, que forra a parte de trás do canal, se dobra para dentro como uma sanfona, as facetas deslizam e o disco abaula. O canal, que já era estreito, fecha mais. Ficar em pé e caminhar mantém a coluna em extensão, e por isso os sintomas aparecem com a marcha e obrigam o paciente a parar. A flexão faz o oposto: sentar, inclinar-se sobre o carrinho do supermercado, subir ladeira e pedalar aliviam.
Quando o paciente conta que anda melhor na ladeira subindo do que descendo, ou que precisa se apoiar no carrinho para terminar as compras, ele está descrevendo uma estenose central sem saber.
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