Na lesão de SCIWORA cervical o mecanismo mais envolvido é a
- rotação ou translação.
- flexão ou distração.
- lateralização ou hiperextensão.
- hiperextensão ou rotação.
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Conceito-chave
Existe uma desproporção curiosa na criança pequena: a coluna cervical dela consegue esticar vários centímetros sem romper nada, mas a medula, lá dentro, aguenta muito pouco estiramento. Ossos ainda cartilaginosos, ligamentos frouxos, facetas horizontais e uma cabeça pesada para um pescoço fino fazem dessa coluna quase um elástico.
Agora imagine um trauma que joga a cabeça para a frente ou a puxa para longe do tronco: uma freada com a criança mal presa na cadeirinha, uma queda de cabeça. A coluna faz flexão e distração, estica, e volta ao lugar. A medula foi esticada além do que suportava, e seus vasos também, o que soma isquemia ao estiramento. Quando a criança chega ao hospital, a radiografia e a tomografia mostram uma coluna normal. É a SCIWORA, lesão medular sem anormalidade radiográfica.
Outros mecanismos foram descritos, incluindo hiperextensão e lesões vasculares, mas a flexão e a distração são os mais lembrados na criança. Dois detalhes ajudam no plantão: o déficit às vezes aparece atrasado, depois de sintomas passageiros que pareciam ter melhorado, e a ressonância é o exame que mostra a lesão dentro da medula e ajuda a prever a recuperação.
O tratamento é imobilizar, geralmente por cerca de 12 semanas, e afastar a criança de atividades de risco, porque uma segunda lesão nesse período pode ser pior. Não há fragmento para descomprimir.
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