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Questão de Coluna cervical da criança e torcicolo (SBOT-SP)

ColunaColuna cervical da criança e torcicoloSBOT-SP

Na síndrome de GRISEL o paciente apresenta-se clinicamente

  1. sem dor, deformidade com flexão lateral do pescoço e o queixo rodado para o lado contralateral da lesão.
  2. sem dor, deformidade com flexão lateral do pescoço e o queixo rodado para o lado da lesão.
  3. com dor, deformidade com flexão lateral do pescoço e o queixo rodado para o lado contralateral da lesão.
  4. com dor, deformidade com flexão lateral do pescoço e o queixo rodado para o lado da lesão.
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Gabarito: D · com dor, deformidade com flexão lateral do pescoço e o queixo rodado para o lado da lesão.

Conceito-chave

A criança teve uma amigdalite, ou acabou de tirar as amígdalas e a adenoide, e alguns dias depois amanhece com o pescoço torto e muita dor. Não houve queda nem pancada. Essa é a história da síndrome de Grisel: uma subluxação rotatória entre o atlas (C1) e o áxis (C2) sem trauma.

O que liga a garganta ao pescoço é a drenagem venosa. As veias da faringe se comunicam com o plexo que envolve a articulação entre C1 e C2. A inflamação chega ali, afrouxa os ligamentos, e o atlas gira sobre o áxis e trava nessa posição.

A postura que a criança assume tem um apelido inglês: "cock-robin", o pintarroxo de cabeça de lado. A cabeça inclina para um lado e o queixo gira para o outro, com uma leve flexão. E o ponto mais importante para a prova: dói. É um torcicolo doloroso e fixo; a criança não consegue corrigir e evita mexer. Isso o separa do torcicolo muscular congênito do bebê, que não dói. Um detalhe curioso do exame: o esternocleidomastóideo que fica tenso é o do lado para onde o queixo aponta, tentando puxar a cabeça de volta, enquanto no torcicolo congênito o músculo encurtado é a própria causa da deformidade.

Sobre a direção do queixo, as fontes usam convenções diferentes para "lado da lesão" (o lado da subluxação, da inclinação ou do músculo em espasmo), por isso o alerta. O que não muda é a dor e a fixação.

O diagnóstico vem da tomografia feita com a cabeça girada para um lado e depois para o outro: C1 e C2 continuam travados juntos. O tratamento depende do tempo. Na primeira semana, colar, anti-inflamatório e antibiótico costumam bastar; depois, tração; nos casos antigos, irredutíveis ou que voltam, redução e artrodese entre C1 e C2.

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