A nutrição das células do disco intervertebral se dá
- por difusão através dos platos vertebrais.
- pelos vasos perianulares.
- pelos vasos contidos nos platos vertebrais.
- pela artéria vertebral anterior.
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Conceito-chave
O disco intervertebral do adulto é a maior estrutura do corpo sem vasos sanguíneos. Na infância ainda entram alguns vasos pelas placas terminais, mas eles desaparecem cedo. A partir daí, o núcleo pulposo e a parte interna do anel vivem de difusão: nutrientes e oxigênio saem dos capilares que ficam no osso logo acima e logo abaixo do disco, atravessam a placa terminal cartilaginosa e caminham pela matriz até as células. Apenas o terço mais externo do anel recebe vasos pequenos da periferia.
A difusão tem um motor curioso: o próprio movimento. Quando a coluna recebe carga, o disco é espremido e expulsa água e restos do metabolismo; quando a carga sai, ele se reidrata como uma esponja e puxa nutrientes. Carga que vai e volta, como caminhar, ajuda a nutrir. Carga estática por horas ou repouso absoluto prejudicam.
Esse sistema é frágil, e isso explica muito da degeneração do disco. As células do centro estão longe da fonte, vivem com pouco oxigênio e num ambiente ácido. Qualquer coisa que reduza o sangue nos capilares do osso ou que feche a placa terminal piora tudo: o cigarro, que contrai os vasos; a aterosclerose das artérias que irrigam as vértebras; o diabetes; e a própria calcificação da placa terminal com a idade. Com pouca nutrição, as células morrem, a matriz perde água e o disco degenera, com quase nenhuma capacidade de se reparar.
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