Na escoliose idiopática do adolescente, o comprometimento pulmonar clinicamente significativo pode ocorrer em curvas a partir de
- 50°.
- 70°.
- 90°.
- 110°.
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Conceito-chave
A escoliose torácica não é só uma coluna torta: as costelas saem das vértebras torácicas, e quando a coluna desvia e gira, ela leva a caixa torácica junto. O tórax fica deformado, um lado colapsado e o outro aberto, e os pulmões perdem espaço para expandir. A função pulmonar passa a ter um padrão restritivo, com capacidade vital menor.
Isso só se torna clinicamente relevante a partir de um certo tamanho. Em curvas torácicas de cerca de 70 graus, a perda de função pulmonar começa a ser significativa. Acima de 90 a 100 graus, a restrição pode ser grave, e nas curvas muito grandes surgem falta de ar aos esforços e, no extremo, sobrecarga do coração direito (cor pulmonale). Por isso o estudo de história natural de Weinstein, que acompanhou pacientes por 50 anos, encontrou falta de ar principalmente nos que tinham curvas torácicas grandes.
Duas coisas pioram o quadro: a hipocifose torácica, porque a coluna reta de perfil diminui ainda mais o diâmetro do tórax, e o início muito precoce da escoliose, antes dos 5 anos, quando os pulmões ainda estão se formando. Curvas lombares não afetam a respiração.
Na prática, isso explica por que curvas torácicas grandes fazem espirometria antes da cirurgia, e por que o limiar de 50 graus, usado para indicar cirurgia no adolescente, é pensado para impedir que a curva continue crescendo até a faixa em que o pulmão sofre.
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