Na espondilolistese degenerativa, os sintomas tipicamente são de
- estenose central com rapida progressão.
- dor lombar com irradiação para membros inferiores com progressão lenta.
- claudicação neurogênica com rápida progressão.
- dor radicular sem lombalgia e progressão lenta.
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Conceito-chave
A espondilolistese degenerativa não acontece de um dia para o outro. Ela é o resultado de anos de desgaste: o disco entre L4 e L5 perde altura, as facetas, que são as pequenas articulações de trás da coluna, desenvolvem artrose e deixam de segurar a vértebra, e L4 vai escorregando para a frente sobre L5, milímetro a milímetro. Raramente passa de um quarto ou metade do tamanho da vértebra.
Por isso a história clínica também é lenta. Quase sempre começa com dor lombar mecânica, aquela que piora com esforço e ao ficar muito tempo em pé, e que a paciente (geralmente mulher, acima dos 50) convive durante bastante tempo. Com o passar dos meses e anos, como o arco da vértebra está inteiro e escorrega junto, o canal vai ficando estreito. A dor passa a descer para as nádegas e as pernas, e aparece a claudicação neurogênica: peso e dor nas pernas ao andar, que melhoram ao sentar ou ao se apoiar no carrinho do supermercado. A raiz mais apertada costuma ser a L5.
O que não combina com esse quadro é a pressa. Déficit motor que se instala rápido, perda de controle da bexiga, dor noturna intensa, febre ou emagrecimento fazem pensar em outra coisa, como tumor, infecção ou fratura, e mudam a investigação.
O tratamento começa sem cirurgia, com fisioterapia, analgesia e às vezes infiltração. Quando a claudicação limita a vida ou há déficit, a cirurgia de descompressão costuma ser associada à artrodese, e estudos como o SPORT mostraram benefício em relação ao tratamento conservador.
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