A curva de escoliose que surge após os 40 anos de idade, em uma coluna previamente sem deformidade, é conhecida como escoliose
- de novo.
- metabólica.
- neuromuscular.
- idiopática do adulto.
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Conceito-chave
Esta é uma questão em que a resposta oficial e a literatura não andam juntas, e vale entender por quê antes de qualquer coisa.
Escoliose no adulto pode ter duas origens bem diferentes. A primeira é a escoliose idiopática do adulto: aquela que começou na adolescência, sem causa conhecida, e simplesmente continuou existindo. O paciente envelheceu e a curva envelheceu com ele. Geralmente é torácica ou toracolombar, longa, e às vezes progride lentamente ao longo da vida adulta.
A segunda é a escoliose degenerativa, também chamada de novo (do latim, "do zero"). Ela nasce depois dos 40 ou 50 anos numa coluna que era reta. O desgaste assimétrico dos discos e das facetas faz a coluna lombar entortar, com curvas curtas, vértebras girando e escorregando de lado (subluxação rotatória) e estenose associada. O paciente costuma procurar o médico por dor nas pernas ao andar, mais do que pela deformidade.
O enunciado descreve exatamente a segunda: curva que surgiu após os 40 anos numa coluna sem deformidade prévia. Esse é o conceito de escoliose de novo, que é a alternativa A. O gabarito oficial, porém, marcou idiopática do adulto. Por isso o alerta. Na prova, o que vale é a resposta da banca; no consultório e nos livros, a curva descrita se chama degenerativa ou de novo.
A classificação usada hoje para a deformidade do adulto é a SRS-Schwab, que junta o tipo de curva a modificadores do alinhamento sagital, porque é o desequilíbrio sagital que mais explica a dor e a incapacidade desses pacientes.
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