Paciente de 29 anos, sexo feminino, com hérnia foraminal C4-C5 com estenose foraminal associada e sem compressão central. Os sintomas e/ou achados de exame físico que podemos encontrar são
- dificuldade de marcha e sinal de HOFFMAN positivo.
- parestesia em dedo médio e fraqueza do tríceps.
- parestesias em ombro e alteração de reflexo tricipital.
- fraqueza muscular do deltoide e alteração de reflexo bicipital.
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Conceito-chave
A questão dá duas informações que decidem tudo, e vale ler cada uma com calma.
"Foraminal, sem compressão central." A hérnia está no forame, a porta lateral por onde a raiz sai. Ela aperta uma raiz, e não a medula. Então o quadro é de radiculopatia: dor, formigamento, fraqueza e reflexo alterados no território de uma raiz. Sinais de compressão da medula, como alteração da marcha, Hoffmann positivo, reflexos exaltados, ficam de fora. Isso já elimina uma alternativa.
"C4-C5." No pescoço, cada raiz sai acima da vértebra com o seu número. A raiz que sai entre C4 e C5 é a C5.
A C5 tem um território fácil de lembrar porque é todo do ombro. Ela dá a sensibilidade da face lateral do ombro e do braço, na região do deltoide, a força do deltoide (abrir o braço para o lado) e participa do bíceps. O reflexo dela é o bicipital.
Há uma armadilha clínica aqui que vale ouro no consultório. Uma mulher jovem com dor no ombro e dificuldade de levantar o braço pode facilmente receber o diagnóstico de lesão do manguito rotador. O que separa as duas coisas é o exame neurológico: na radiculopatia de C5 a sensibilidade sobre o deltoide está alterada, o reflexo bicipital está diminuído e a dor muitas vezes vem do pescoço.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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