Em crianças com SCIWORA por trauma de baixa energia em região cervical, na maioria dos casos
- há indicação de imobilização.
- há indicação de descompressão cirúrgica.
- há indicação de descompressão e artrodese.
- não há necessidade de imobilização e cirurgia.
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Conceito-chave
SCIWORA é a sigla em inglês para lesão medular sem anormalidade radiográfica. O nome já conta a história: a criança chega com déficit neurológico, às vezes leve, às vezes grave, e a radiografia e a tomografia mostram uma coluna perfeitamente normal.
Como isso é possível? A coluna de uma criança pequena é muito elástica. As facetas são mais horizontais, os ligamentos são frouxos, boa parte das vértebras ainda é cartilagem e a cabeça é grande e pesada para o pescoço. No trauma, a coluna se desloca, estica e volta para o lugar como um elástico. A medula, que tolera muito menos estiramento do que o esqueleto, é lesada nesse instante, e quando o médico faz a imagem a coluna já está alinhada de novo. Por isso o quadro é mais comum abaixo dos 8 anos.
A ressonância é o exame que revela o problema: mostra edema ou sangramento dentro da medula e, às vezes, lesão de ligamentos. O tipo de alteração na ressonância também ajuda a prever a recuperação.
E o tratamento? Não há fragmento comprimindo nada, porque a compressão foi momentânea; descomprimir não faz sentido. O que se faz é imobilizar, geralmente com colar por cerca de 12 semanas, e afastar a criança de esportes e brincadeiras de risco nesse período. O motivo é que existe uma janela em que a coluna ainda está vulnerável e uma segunda lesão, às vezes com trauma mínimo, pode acontecer e ser pior. A cirurgia fica para os poucos casos em que a ressonância mostra instabilidade ligamentar franca ou compressão.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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