Na escoliose idiopática do adolescente de ápice torácico, a convexidade da curva ocorre mais frequentemente no lado
- direito, com a cifose torácica diminuída.
- direito, com a cifose torácica acentuada.
- esquerdo, com a cifose torácica diminuída.
- esquerdo, com a cifose torácica acentuada.
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Conceito-chave
A escoliose idiopática do adolescente tem um "jeito" de ser, e conhecer esse jeito é o que permite desconfiar quando algo foge dele.
A curva típica é torácica, com a convexidade voltada para a direita: olhando o paciente de costas, a coluna faz uma barriga para o lado direito. Junto com o desvio, as vértebras giram, e o corpo vertebral roda para o lado da convexidade levando as costelas consigo. Daí nasce a giba do lado direito, que aparece quando o adolescente se inclina para a frente.
O terceiro plano é o que mais se esquece. Visto de perfil, o adolescente com escoliose idiopática torácica costuma ter as costas mais retas do que o normal, com a cifose torácica diminuída (hipocifose). A rotação das vértebras e o crescimento maior da parte da frente da coluna, em relação à de trás, achatam a curvatura natural. Por isso se diz que a escoliose idiopática é uma deformidade tridimensional, e não só um desvio lateral.
Esse padrão serve de alarme. Curva torácica para a esquerda, cifose aumentada, dor importante, progressão muito rápida ou alteração no exame neurológico não combinam com a forma idiopática e pedem ressonância de toda a coluna, à procura de siringomielia, malformação de Chiari ou tumor.
E na cirurgia isso vira técnica: corrigir só o desvio lateral, sem devolver a cifose torácica, deixa o paciente com as costas planas. As hastes são moldadas em cifose e as vértebras são derrotadas para corrigir os três planos.
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