No trauma raquimedular, a síndrome incompleta mais comum é a
- medular central.
- medular anterior.
- do cone medular.
- medular posterior.
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Conceito-chave
A síndrome medular central é, de longe, a lesão incompleta que mais aparece nos prontos-socorros, e o motivo é demográfico: a população envelheceu, e o paciente dela é justamente o idoso.
A cena se repete. Um senhor de 75 anos, com o pescoço gasto pela artrose (bicos de osso na frente do canal, ligamento amarelo grosso atrás), tropeça e cai de frente, batendo o queixo ou a testa. O pescoço vai para trás com força. O canal, que já era apertado, fecha mais ainda, e a medula é espremida entre o osso da frente e o ligamento de trás. Muitas vezes a radiografia não mostra fratura nenhuma; a ressonância mostra o edema dentro da medula.
O que ele sente é característico: os braços e principalmente as mãos ficam muito mais fracos que as pernas. Ele pode até andar, mas não consegue abotoar a camisa. A explicação está no centro da medula, onde a lesão se concentra e onde as fibras que comandam os movimentos finos da mão são mais vulneráveis.
O prognóstico é razoável: a maioria volta a andar. As mãos são as últimas a melhorar, e às vezes não melhoram por completo, sobretudo nos mais velhos.
Para situar as outras: a síndrome anterior é menos comum e tem o pior prognóstico; a posterior é rara; a de Brown-Séquard tem o melhor; e a do cone medular atinge a ponta da medula, na transição toracolombar.
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