O acesso anterior à coluna cervical pelo lado esquerdo diminui o risco de lesão do nervo indicado na figura a seguir, o qual é denominado

- vago.
- frênico.
- hipoglosso.
- laríngeo recorrente.
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Conceito-chave
O que a figura mostra. É uma vista anterior do pescoço baixo, com a traqueia à esquerda do desenho e os grandes vasos à direita. A seta aponta um nervo fino que sobe colado à traqueia, no sulco entre ela e o esôfago. Esse trajeto, rente à via aérea e longe da bainha carotídea, é o do nervo laríngeo recorrente.
Por que o lado importa. A via anterior da coluna cervical baixa, a de Smith-Robinson, entra entre o esternocleidomastóideo e os infra-hióideos e depois passa entre a bainha carotídea, que fica lateral, e o conjunto traqueia-esôfago, que fica medial e é afastado. É justamente nesse afastamento que o recorrente corre perigo, porque ele vai junto com a traqueia. Os autores do Rockwood (10ª ed., cap. 48) preferem o lado esquerdo pelo trajeto mais previsível do recorrente desse lado.
O que o próprio capítulo pondera. Numa série de 418 pacientes, o lado escolhido não mudou a incidência de lesão do recorrente. A preferência pela esquerda continua sendo a resposta de prova, mas o fator que mais pesa na prática é a retração: o capítulo dá de 2% a 30% de disfonia ou paralisia de corda vocal, conforme o cuidado com que se procura.
Na prova: nervo que sobe no sulco traqueoesofágico e justifica a via pela esquerda é o laríngeo recorrente. O vago está dentro da bainha carotídea, dos dois lados, e não decide o lado.
A tabela das complicações da via anterior, no resumo de coluna cervical, ajuda a fixar quais nervos sofrem em cada nível.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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