Os discos intervertebrais L4-L5 e L5-S1 contribuem para a lordose lombar em cerca de
- 32%.
- 43%.
- 55%.
- 67%.
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Conceito-chave
A lordose lombar, aquela curva para dentro na parte baixa das costas, não é distribuída igualmente entre as vértebras. Ela mora quase toda embaixo. Os dois últimos segmentos, L4-L5 e L5-S1, respondem por cerca de dois terços da lordose lombar total, e o L5-S1 sozinho já faz algo perto de 40%. Lá em cima, de L1 a L3, a curva é suave.
Esse número parece só curiosidade de anatomia até você estar na sala de cirurgia. Imagine uma artrodese de L4 a S1 feita com o paciente mal posicionado, com os quadris fletidos e os espaçadores sem inclinação. Os dois segmentos que guardavam a maior parte da lordose ficam fundidos retos. O paciente acorda com a coluna lombar sem curva, o tronco projetado para a frente, e passa a gastar energia o dia todo para se manter em pé. Ele cansa, sente dor, e os níveis acima degeneram mais rápido. É a chamada síndrome do dorso plano iatrogênica, ou flatback.
Por isso a lordose é planejada antes da cirurgia: posiciona-se o paciente com os quadris estendidos, usam-se espaçadores intersomáticos com inclinação lordótica e, quando preciso, osteotomias. A meta é uma lordose proporcional à incidência pélvica do paciente, lembrando que a maior parte dela tem de estar justamente em L4-S1.
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