Na lesão cervical alta, a regra de SPENCE é utilizada para avaliar lesão do ligamento
- alar na fratura de C1.
- alar na fratura de C2.
- transverso na fratura de C1.
- transverso na fratura de C2.
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Conceito-chave
Numa fratura por explosão do atlas, as massas laterais de C1 podem se afastar para os lados. O ligamento transverso une essas massas passando por trás do dente; se o anel abre, essa faixa é tensionada. A regra de Spence procura inferir lesão do transverso na fratura de C1.
Na incidência transoral, mede-se quanto a massa lateral de C1 ultrapassa C2 de cada lado e somam-se os dois deslocamentos. O valor clássico é maior que 6,9 mm; o resumo também discute 8,1 mm após correção da ampliação radiográfica e o uso aproximado de 7 mm. Não é a medida do espaço anterior entre o arco de C1 e o dente, que é o ADI (Rockwood, 10ª ed., cap. 48, “O ligamento transverso decide a estabilidade”).
A regra é um indício, não uma visualização do ligamento. O próprio capítulo relata ruptura com deslocamentos menores e estudos sem correlação adequada entre deslocamento e integridade. Por isso uma soma pequena não exclui lesão; a ressonância complementa a avaliação mostrando diretamente o transverso.
O alvo é importante porque a integridade do transverso muda a avaliação de estabilidade de C1. A presença de C2 como referência na medida não transforma o método numa regra para fratura do áxis.
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