No trauma raquimedular, a síndrome em que o paciente apresenta função motora e sensibilidade à dor e ao tato preservadas, enquanto a propriocepção está alterada, é a
- medular central.
- medular anterior
- do cone medular.
- medular posterior.
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Conceito-chave
O paciente mantém força e percebe dor, mas não reconhece adequadamente a posição de uma articulação sem olhar para ela. Essa dissociação aponta para síndrome medular posterior, porque a propriocepção percorre as colunas dorsais.
As vias não transportam toda a sensibilidade por um único caminho. As colunas dorsais conduzem posição articular, vibração e tato discriminativo; dor e temperatura sobem pelo espinotalâmico. Por isso uma lesão posterior pode comprometer a noção da posição sem reproduzir a perda de força, dor e temperatura da síndrome anterior (Rockwood, 10ª ed., cap. 48, “As síndromes anterior e posterior”).
“Tato preservado” não deve ser transformado em toda sensibilidade posterior normal. O enunciado usa tato de forma genérica. A pista que localiza a síndrome é a perda proprioceptiva com força e dor preservadas; modalidades como tato discriminativo pertencem ao sistema dorsal e precisam ser testadas separadamente.
O cone medular envolve outro conjunto: sinais mistos motores nos membros inferiores, disfunção esfincteriana e anestesia em sela, descritos no capítulo toracolombar. Não é a síndrome definida pela perda proprioceptiva isolada da questão.
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