Na osteomielite da coluna vertebral, as infecções por Enterococcus e Streptococcus têm foco primário associado
- à pneumonia.
- à endocardite.
- à cavidade oral.
- ao trato urinário.
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Conceito-chave
Na infecção da coluna, o germe isolado funciona quase como uma pista de onde a infecção começou. A bactéria chega pelo sangue, e cada porta de entrada tem seus suspeitos habituais.
Quando a hemocultura ou a biópsia vertebral mostram estreptococo ou enterococo, a pergunta seguinte deve ser: esse paciente tem endocardite? Esses germes são os grandes causadores de infecção das válvulas do coração. A válvula infectada lança bactérias no sangue continuamente, e a coluna, muito irrigada, é um destino frequente. Às vezes a dor nas costas é a primeira queixa de uma endocardite que ninguém tinha percebido.
Por isso a conduta prática é pedir ecocardiograma, de preferência transesofágico, que enxerga melhor as válvulas. Se houver endocardite, ela muda tudo: o antibiótico é mais longo, às vezes a válvula precisa ser operada, e a infecção da coluna volta se a fonte não for tratada. Um detalhe extra: quando o estreptococo é do grupo bovis (gallolyticus), investiga-se também câncer de intestino com colonoscopia, porque essa associação é conhecida.
Os outros caminhos têm outros germes. O trato urinário manda principalmente bactérias gram-negativas, como a E. coli, e é a porta clássica do idoso. A pele e os cateteres mandam o Staphylococcus aureus, o mais comum de todos. Usuários de drogas injetáveis trazem a Pseudomonas.
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