Uma Lesão da medula espinhal em qual região pode desencadear um choque neurogênico ?
- Parte superior da coluna lombar
- Parte inferior da coluna lombar
- Parte superior da coluna dorsal
- Parte inferior da coluna dorsal
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Conceito-chave
O choque neurogênico só acontece quando a lesão medular desliga uma parte grande do sistema simpático, e para entender onde isso ocorre é preciso saber de onde o simpático sai.
As fibras simpáticas deixam a medula entre T1 e L2. As de cima, de T1 a T4, vão para o coração e o aceleram. As do meio para baixo, a partir de T5, controlam o tônus dos vasos do abdome, um território enorme que funciona como reservatório de sangue. Uma lesão acima de T6, ou seja, na coluna cervical ou na torácica alta (a dorsal superior da questão), corta o comando de quase tudo isso de uma vez: os vasos se dilatam, a pressão cai, e o coração, sem o simpático, fica entregue ao nervo vago e desacelera. Hipotensão com bradicardia e pele quente é o retrato.
Quando a lesão é torácica baixa ou lombar, o simpático cardíaco e boa parte do controle dos vasos abdominais continuam funcionando acima dela. Pode haver alguma queda de pressão, mas o choque neurogênico verdadeiro é incomum. Na lombar baixa, inclusive, já não há medula: o canal contém a cauda equina, feixe de raízes.
A mesma linha de T6 aparece mais tarde na vida desses pacientes, na disreflexia autonômica. Meses depois do trauma, um estímulo abaixo da lesão, como bexiga cheia ou fecaloma, dispara uma crise hipertensiva com dor de cabeça, suor e rubor acima do nível. A conduta é sentar o paciente, achar e retirar o estímulo e, se preciso, baixar a pressão rapidamente.
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