Num paciente vítima de acidente a não identificação de uma lesão cervical aumenta cem quantas vezes o risco de sequela neurológica?
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Conceito-chave
Uma lesão cervical que passa despercebida pode continuar sendo movimentada como se a coluna estivesse íntegra. É por isso que o atendimento protege a coluna antes de conhecer toda a lesão. O resumo associa o diagnóstico não reconhecido a um risco de sequela neurológica dez vezes maior.
O ponto prático do número é a prevenção de dano adicional. Alteração da consciência, intoxicação, dor cervical, déficit focal ou outra lesão que distraia impedem tratar um exame aparentemente tranquilizador como prova suficiente de coluna normal. A proteção cervical acompanha a avaliação das vias aéreas, da respiração e da circulação; durante a intubação, a estabilização manual em linha procura evitar deslocar uma lesão instável (Rockwood, 10ª ed., cap. 48, “Imobilizar antes de saber”).
Dez vezes é uma comparação de risco, não uma taxa de 10%. A afirmação não permite calcular a probabilidade individual sem conhecer a frequência de referência, nem significa que toda lesão inicialmente perdida terminará com sequela. Ela dimensiona a importância de reconhecer e proteger o paciente sob suspeita.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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