Durante o tratamento expectante de escoliose idiopática juvenil,uma progressão da curva acima de quantos graus no rx periódico indica a utilização da órtese?
- 5-7 graus
- 12-15graus
- 15-20 graus
- 17-25 graus
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Conceito-chave
Antes de falar em colete, vale entender um problema bem prático: o ângulo de Cobb não é uma medida exata. Duas pessoas medindo a mesma radiografia, ou a mesma pessoa medindo em dias diferentes, chegam a números que variam em torno de 5 graus para mais ou para menos. Isso acontece porque cada um escolhe as vértebras terminais e traça as linhas um pouco diferente.
Então, se uma curva de 18 graus aparece com 21 na consulta seguinte, ninguém pode afirmar que ela piorou. Pode ser só a régua. Para ter segurança de que houve progressão real, a diferença precisa passar dessa margem de erro, e o número aceito é de 5 a 7 graus entre duas radiografias, de preferência medindo sempre entre as mesmas vértebras.
Agora, por que isso pesa tanto na escoliose juvenil? Ela aparece entre os 3 e os 10 anos, e a criança ainda tem quase todo o estirão pela frente. Uma curva que já está andando nessa idade tem muito tempo para crescer. Por isso, em vez de esperar a curva chegar a um número alto, o ortopedista age quando documenta que ela começou a progredir: um aumento de 5 a 7 graus no controle, ou uma curva que alcança a faixa de 20 a 25 graus, já indicam o colete.
Dois cuidados acompanham esse grupo. Curvas juvenis acima de uns 20 graus merecem ressonância de toda a coluna, porque é comum encontrar alterações dentro do canal, como siringomielia ou malformação de Chiari. E, nas curvas graves que não param, existem as hastes de crescimento, que seguram a coluna enquanto permitem que ela cresça, adiando a artrodese definitiva.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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