Em relação ao uso dos Parafusos Pediculares no tratamento da escoliose torácica, qual afirmação abaixo corresponde a uma vantagem da utilização dos mesmos?
- Diminuição dos custos
- Melhor correção no plano coronal
- Menor exposição a radiação
- Ausência de risco de lesão na medula espinhal
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Conceito-chave
Como se corrige a escoliose na cirurgia. Na escoliose idiopática grave, faz-se uma artrodese posterior: as vértebras da curva são fixadas a duas hastes e fundidas. O que prende a haste à vértebra são os implantes de ancoragem: antigamente ganchos (que se prendem às lâminas e aos pedículos) e fios; hoje, principalmente parafusos pediculares, que atravessam o pedículo até o corpo vertebral.
Por que o parafuso corrige melhor. O parafuso pedicular atravessa as três colunas da vértebra (o arco posterior, o pedículo e o corpo), oferecendo uma ancoragem muito mais firme que o gancho. Com ele, o cirurgião consegue empurrar e girar cada vértebra com mais força: obtém melhor correção no plano coronal (o desvio lateral, visto de frente) e consegue a derrotação direta das vértebras, o que diminui a giba das costelas. Outras vantagens: às vezes menos níveis fundidos, menor perda de correção ao longo do tempo, menos pseudartrose e menor necessidade de liberação anterior em curvas mais rígidas.
As desvantagens. O custo é maior, porque são usados muitos implantes. A exposição à radiação durante a cirurgia tende a ser maior, para checar a posição dos parafusos, a menos que se use navegação. E o risco existe: um parafuso fora do pedículo pode lesar a medula (se desviar para dentro), a aorta (à frente e à esquerda, na coluna torácica) ou a pleura. Os pedículos do lado côncavo, no ápice da curva torácica, são finos e exigem técnica cuidadosa.
Como se reduz o risco. Monitorização neurofisiológica durante toda a cirurgia, técnica de inserção com palpação do trajeto, navegação e, em alguns centros, robótica.
Na prova: a vantagem do parafuso pedicular na escoliose é a melhor correção coronal e rotacional; custo e radiação são maiores, e o risco neurológico existe.
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