No trauma raquimedular, após o nível da lesão ter sido estabelecido, a gliose da medula espinhal surge em aproximadamente
- um dia.
- três dias.
- sete dias.
- quinze dias.
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Conceito-chave
A lesão medular evolui com o tempo. Depois do trauma, a medula sofre a lesão primária (o impacto mecânico) e, em seguida, uma cascata de eventos chamada lesão secundária, que amplia o dano nos dias seguintes. Conhecer a cronologia explica por que o tratamento precoce importa.
Minutos a horas. Sangramento na substância cinzenta central, a parte mais vascularizada, edema e isquemia, com perda da capacidade dos vasos de regular o fluxo.
Primeiras 24 a 48 horas. Morte de células (necrose), chegada de neutrófilos (células inflamatórias da primeira onda), radicais livres, excesso de glutamato que mata neurônios (excitotoxicidade) e morte celular programada. É o auge da lesão secundária.
Dias 2 a 7. Chegam os macrófagos e a micróglia, células que limpam o tecido morto, e ocorre perda da mielina (a capa isolante dos axônios).
Por volta de 7 dias: a gliose. Os astrócitos, células de suporte do sistema nervoso, começam a se multiplicar e a formar uma cicatriz em volta da área lesada. Essa cicatriz é a gliose (ou cicatriz glial). Ela isola a lesão, mas também funciona como barreira que impede os axônios de crescer de novo.
Semanas a meses. A cicatriz amadurece e podem surgir cavidades (cistos). Uma complicação tardia é a siringomielia pós-traumática, uma cavidade cheia de líquido que se expande na medula e causa piora neurológica que sobe, meses ou anos depois.
A janela terapêutica. Descompressão precoce, manutenção da pressão arterial, oxigenação e estabilização tentam limitar a lesão secundária nas primeiras horas e dias, antes que a cicatriz se forme.
Na prova: a gliose da medula começa por volta de 7 dias após o trauma.
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