A espondilolistese degenerativa ocorre mais frequentemente no nível
- L2/L3.
- L3/L4.
- L4/L5.
- L5/S1.
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Conceito-chave
O que é espondilolistese degenerativa. É o escorregamento de uma vértebra para a frente sobre a de baixo causado pelo desgaste do disco e pela artrose das facetas, as pequenas articulações posteriores entre as vértebras. Não há defeito na pars interarticularis: o arco posterior está inteiro. Na classificação de Wiltse é o tipo III.
Por que L4-L5. O nível mais acometido é L4-L5, com frequência muitas vezes maior que os demais; L3-L4 vem em segundo lugar, bem atrás. Três motivos explicam. As facetas de L4-L5 tendem a ser mais sagitalizadas, orientadas de frente para trás, e resistem menos ao deslizamento anterior. L5 fica protegida, presa à pelve pelos ligamentos iliolombares e encaixada abaixo da crista ilíaca, então o segmento móvel logo acima, L4-L5, recebe a sobrecarga. E esse nível tem grande carga e mobilidade.
Quem tem. Principalmente mulheres acima dos 50 anos. Diabetes, gestações e retirada dos ovários são fatores de risco descritos.
Como se apresenta. Como o arco está íntegro e escorrega junto com o corpo, o canal se estreita. O quadro dominante é de estenose: claudicação neurogênica (dor e peso nas pernas ao andar, aliviados ao sentar) e dor radicular de L5. O escorregamento raramente passa do grau II de Meyerding (50%).
Tratamento. Começa conservador. Na cirurgia, faz-se a descompressão do canal, geralmente com artrodese, sobretudo quando as radiografias em flexão e extensão mostram instabilidade.
Na prova: espondilolistese degenerativa é de L4-L5, em mulheres acima dos 50 anos; ístmica e displásica são de L5-S1.
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