No exame físico, no teste de elevação bilateral dos membros inferiores, a presença de dor, que sugere lesão na coluna lombar, aparece quando os quadris estão fletidos em
- 0-35º
- 35-70º
- mais de 70º
- todo o arco de movimento
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Conceito-chave
O teste. Com o paciente deitado de barriga para cima, o examinador eleva as duas pernas juntas, com os joelhos estendidos, fletindo os quadris. O objetivo é descobrir se a dor vem das articulações sacroilíacas ou da coluna lombar.
O que se move em cada fase. Na primeira parte do movimento, até cerca de 70 graus de flexão dos quadris, a pelve gira como um bloco sobre as articulações sacroilíacas (as articulações entre o sacro e os ossos do quadril). Dor nessa fase aponta para a sacroilíaca. Depois de cerca de 70 graus, a pelve já girou o que podia, e continuar elevando as pernas obriga a coluna lombar a fletir. Dor que aparece acima de 70 graus sugere origem lombar.
Não confundir com o Lasègue. O Lasègue é a elevação de uma perna estendida. Ele estica a raiz ciática (L5 e S1) e é positivo quando reproduz dor que desce abaixo do joelho, geralmente entre 30 e 70 graus. Abaixo de 30 graus a raiz ainda está pouco tensionada; acima de 70, a dor costuma vir da coluna ou dos músculos de trás da coxa. Variações: o Bragard, em que se faz a dorsiflexão do tornozelo no limite da dor, aumentando a tensão no nervo; e o Lasègue cruzado, em que elevar a perna sã reproduz a dor na perna doente, sinal muito específico de hérnia de disco.
Na prova: na elevação bilateral das pernas, dor acima de 70 graus indica coluna lombar; abaixo disso, sacroilíaca.
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