Na classificação de espondilólise
- o tipo III de WILTSE é o mais comum
- o tipo IV de MEYERDING contempla a ptose vertebral
- o tipo III de MEYERDING tem até 50% de deslocamento
- o deslocamento da classificação de MEYERDING pode ser medido em AP
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Conceito-chave
Duas classificações com funções diferentes. A espondilolistese, o escorregamento de uma vértebra sobre a de baixo, tem duas classificações clássicas que a banca mistura de propósito. A de Wiltse diz a causa. A de Meyerding diz o grau do escorregamento.
Wiltse, pela causa. Tipo I, displásica: malformação congênita das facetas de L5 e S1. Tipo II, ístmica: defeito da pars interarticularis, a ponte óssea entre a frente e o arco da vértebra (IIA lise por fratura de estresse, IIB pars alongada, IIC fratura aguda). Tipo III, degenerativa: desgaste do disco e artrose das facetas no adulto, com pars íntegra, típica de mulheres acima dos 50 anos em L4-L5. Tipo IV, traumática. Tipo V, patológica, por tumor ou doença óssea. Na população adulta, a degenerativa é considerada a forma mais comum, e é a resposta da banca; nos jovens, predomina a ístmica.
Meyerding, pelo grau. Mede-se na radiografia de perfil, onde se vê o deslocamento para a frente. Divide-se a face superior do sacro em quatro partes e vê-se até onde a vértebra de cima avançou. Grau I: até 25%. Grau II: 26 a 50%. Grau III: 51 a 75%. Grau IV: 76 a 100%. Grau V: mais de 100%, a vértebra caiu inteira à frente do sacro, a espondiloptose.
Por que o perfil. A radiografia de frente (AP) mostra a coluna de frente e não deixa ver o deslocamento anteroposterior; o escorregamento só pode ser medido na incidência lateral.
Na prova: Wiltse III, degenerativa, é a mais comum no adulto; Meyerding se mede no perfil e o grau V é a espondiloptose.
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