No trauma raquimedular, a recuperação do choque medular ocorre usualmente entre
- 6 e 12 horas.
- 12 e 24 horas.
- 24 e 48 horas.
- 48 e 72 horas.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
O que é choque medular. Logo após uma lesão grave da medula, toda a função abaixo do nível lesado desaparece: paralisia flácida (músculos moles), ausência de reflexos e perda da sensibilidade. Esse estado é o choque medular. Ele é neurológico, não tem a ver com pressão arterial (isso é o choque neurogênico, que é outra coisa), e é transitório: com o tempo, os reflexos abaixo da lesão voltam, mesmo que a lesão seja completa.
O marcador do fim: o reflexo bulbocavernoso. É pesquisado apertando a glande ou o clitóris, ou tracionando a sonda vesical, e sentindo com o dedo no reto a contração do esfíncter anal. O arco desse reflexo usa os segmentos sacrais S2 a S4. Seu retorno, que costuma acontecer entre 24 e 48 horas após o trauma, marca o fim do choque medular. Os demais reflexos e a espasticidade reaparecem ao longo de dias a semanas.
Por que isso importa. Enquanto dura o choque medular, não se pode afirmar que a lesão é completa, porque tudo está desligado. Depois que o bulbocavernoso volta, faz-se a classificação: sem nenhuma função sacral (nenhuma sensibilidade em volta do ânus e nenhuma contração voluntária do esfíncter) a lesão é completa (ASIA A), com chance muito pequena de recuperação motora distal; qualquer preservação sacral torna a lesão incompleta, com prognóstico melhor.
A exceção. Nas lesões do cone medular (a ponta final da medula) ou da cauda equina, o próprio arco do reflexo pode estar destruído, e o bulbocavernoso pode não voltar.
Na prova: choque medular termina em 24 a 48 horas, com o retorno do reflexo bulbocavernoso.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo